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By Ariano Suassuna

About the writer (from Goodreads):

Ariano Suassuna (born João Pessoa, 1927) is a Brazilian playwright and writer. he's within the "Movemento Amorial". He based the coed Theater at Federal college of Pernambuco. 4 of his performs were filmed and he's one of Brazil's maximum residing playwrights. he's additionally a huge nearby author doing a number of novels set within the Northeast of Brazil. He got an honorary doctorate at a rite played at a circus. he's the writer of, between different works, the "Auto da Compadecida" and "A Pedra do Reino". he's a staunch defender of the tradition of the Northeast, and his works take care of the preferred tradition of the Northeast.

Sobre o livro:

A obra conta a trajetória do poeta e cantador Joaquim Simão e de sua mulher Nevinha, ambos à mercê de pessoas inescrupulosas, santos e demônios. São muitas as tentações e pecados que assolam o casal. Joaquim Simão sofre de três fraquezas: preguiça, poesia e mulher. Sua esposa tenta, em vão, convencer seu marido a trabalhar. Para desestruturar ainda mais a relação, Aderaldo tenta conquistar Nevinha. Já Joaquim Simão é assediado por Clarabela. A história é narrada e comentada por três santos: Manuel Carpinteiro, São Pedro e São Miguel.

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Tragedy: A Very Short Introduction (Very Short Introductions)

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E quer saber, pela última vez, se o senhor topa a parada dela, ou não! SIMÃO Ah, já entendi tudo, então! Quer dizer que o trabalho da senhora é esse, hein? É por isso que a senhora vive aqui pelos cantos, cochichando com minha mulher, hein? Quer ver se enrola a minha, Nevinha, enquanto me arranja a outra, hein? ANDREZA O que ecu trago na cabeça o senhor emblem verá, se é que ainda não viu! Depois, olhe bem, e veja o que apareceu na sua, viu? SIMÃO Hein? Entra CLARABELA por trás dele e fica ouvindo. ANDREZA Vá vá vuta que o variu! SIMÃO Hein? ANDREZA Nada, falei não! O fato, mesmo, Seu Simão, é que você é um frouxo de marca maior! Está é com medo de topar Dona Clarabela porque nunca viu uma mulher fogosa como aquela! Aí, vem com essa frescura de que sua mulher é boazinha, que chora, que o senhor fica com pena, e que “ai Nevinha”! e não sei que mais! O senhor está com medo é das duas, de uma vez! De Dona Nevinha, porque todo homem tem medo da mulher, mesmo o mais botocudo! E está com medo de Dona Clarabela, porque ela é parada indigesta, com piteira e tudo! SIMÃO Dona Andreza, você me deixe de mão! Não venha me esculhambar, não, se não ecu mostro a essa tal de Clarabela que o mundo não é o que ela está pensando não! CLARABELA Ai, que Simão vai me mostrar como é o mundo! Mostre, mostre, Simão! Quero esgotar a taça do prazer até o fundo! SIMÃO, circunspecto e tímido. Dona Caravela, bom dia! CLARABELA Bom dia? Só? É o mais que você acha, para me dizer? Você não estava me ameaçando? european adoro ser ameaçada! E adoro, mais ainda, quando vejo a ameaça realizada! Venha! observe a ameaça! SIMÃO Dona Caravela, bom dia! Como vai Seu Aderaldo? ANDREZA Homem, deixe de ser frouxo! Vá lá, agarre essa bicha! Pega! Lasca! Dê-lhe uma chamada! SIMÃO E é? Assim, de repente? ANDREZA E então? Com mulher dessa qualidade o negócio é atracar! Chegue lá, dê uma atracada nela, dê-lhe uma chamada boa, que ela vai gostar! SIMÃO Mas o que é que european digo? ANDREZA Você chega lá, atraca, e depois faz uma declaração de amor! SIMÃO É mesmo, european vou! Dona Clarabela, declaração de amor! CLARABELA Ai, que coisa pura! Nunca pensei ouvir isso! Andreza, tome aqui esse dinheiro por seu bom serviço. E, agora, me deixe só com o Poeta! (Sai ANDREZA. ) Joaquim Simão, gostei muito da maneira afetuosa com que você me saudou. Como vai esse homem belo? Como vai, com esse corpo, com esses braços tão compridos, tão angulosos e ossudos? Como vai, com essa barriga reentrante e inexistente, tão renowned e tão pura? E a sua autenticidade? Como vai, com tudo isso que, para mim, representa tentação e novidade? SIMÃO Vou meio doído, Dona Clarabela! A minha luta é danada, não tem quem aguente! Acordei inda agora, tomei um cafezinho, fiquei por ali vendo uma coisa, outra, espiando a maçaranduba do pace, peguei minha viola, toquei, aqui uma cantiga para a senhora, escrevi um pedaço de folheto, um repente... Uma luta dessa, não tem quem aguente! Olhe, Dona Clarabela, pobre nasceu pra penitente! Estou todo doído! Esta vida de poeta, é, mesmo, uma bosta!

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